Dennis Dirani: vivendo o melhor momento

 

Não se ganha de um piloto de GP2 por mera manobra do destino. Ainda mais quando este competidor é Sérgio Jimenez, o recordista de títulos do Campeonato Brasileiro de Kart, com seis conquistas. O resultado obtido em Salvador, na segunda fase do torneio nacional, elevou o nome de Dennis Dirani a um patamar que ele ainda não havia alcançado. Tornou-se um adversário muito mais temido. Principalmente por aqueles rivais que vai encontrar na final da Seletiva de Kart Petrobras, a terceira de sua carreira, em novembro. “Acho que agora tenho tudo para ganhar”, afirma. E tem mesmo.

 

Será sua terceira participação na Seletiva. Até que ponto esta experiência pode te ajudar?
Acho que agora tenho tudo para ganhar. Cometi alguns erros nas minhas duas primeiras participações, até por não conhecer direito o regulamento, mas agora sei exatamente o que vou encontrar e certamente isso ajuda muito.

 

Você conquistou dois títulos no Campeonato Brasileiro de Kart. É o melhor momento da sua carreira?
Os dois últimos anos foram muito bons para mim. E agora conquistei dois títulos no Brasileiro, estou liderando o Campeonato Paulista Light, que é aquele que eu mais me dedico. Então, dá para falar que é o meu melhor momento, sim.

 

Vencer um piloto experiente como Sérgio Jimenez era algo que você esperava?
Esperar eu esperava, sim. Principalmente porque vinha muito motivado. Na fase anterior, já havia conquistado um título, estava muito tranqüilo e confiante no que eu podia conseguir.

 

A tomada de tempo não foi boa para você (largou apenas em oitavo). Isso chegou a atrapalhar?
Não, porque nos treinos eu já vinha bem, estava rápido. Só não larguei na pole por causa de um errinho bobo. Como os tempos estavam muito próximos, isso me jogou para oitavo. Mas eu sabia que era só uma questão de acertar, tanto o kart quanto eu mesmo. A primeira bateria também não foi das melhores para mim, mas estava consciente de que dava para me recuperar. Manter a tranqüilidade foi o mais importante.

Apesar do Sérgio Jimenez ser mais velho, integrante de uma outra geração do kart, vocês já se conheciam, não é?
Sim. Ele é quatro anos mais velho, mas como está sempre de passagem pelo kart, nos conhecemos desde 2003. Como tive uma fase de aprendizado até chegar ao nível dele, posso dizer que só brigamos mesmo de igual para igual a partir de 2005, mas foi um orgulho muito grande ganhar dele.

 

E o seu irmão? Ele ainda te ajuda? De que forma isso acontece?
Ajuda e ajuda bastante. Sempre que possível ele está comigo, estamos até correndo de Shifter um contra o outro. No começo da minha carreira, ele me ensinou várias coisas que sozinho eu demoraria mais para aprender. Agora, continua de olho no que eu faço e sempre tem conselhos. Mas ele me ajuda mesmo é como pessoa, por ser um cara muito humilde, que me mostra coisas importantes para a vida. Não se resume ao kart.

 

Qual a sua idéia para o futuro? Já está pensando no automobilismo?
A minha cabeça já está voltada para os monopostos, mas ainda falta apoio financeiro. Vamos ver se com o prêmio da Seletiva as coisas ficam mais fáceis. Estou analisando tudo e o que eu quero mesmo é a Fórmula 3 Sul-Americana, mas o custo é alto demais.

 

Dá para apontar qual será seu maior rival na final?
O maior não, mas dá para apontar vários. Tem o Guimarães que é forte, o César Ramos, o Dias, o Hiar... E o Suzuki, que ainda não tem vaga, mas certamente vai se classificar. Inclusive, ele é da minha geração, subimos juntos e nos conhecemos bem. Será uma briga boa. Sem contar os pilotos que vem de fora, que não fazem feio.