Felipe Fraga: em busca do bi-campeonato, mas já pensando no futuro

Campeão da Seletiva de Kart Petrobras em 2010, o tocantinense Felipe Fraga já tem vaga assegurada para disputar a final deste ano e tentar o segundo título no evento patrocinado pela Petrobras e Petrobras Distribuidora. Ainda correndo pelos kartódromos brasileiros em busca de mais títulos e aprendizado, Felipe já se prepara para ingressar no automobilismo. Aqui ele fala desta nova fase em sua vida e da importância da Seletiva em seu currículo.


Por quê Automobilismo?
Tudo começou quando eu tinha cinco anos de idade e estava descendo a escada rolante do shopping Palmas. Vi uns carrinhos andando e pedi ir até lá com meus pais e irmão. Um amigo nosso ajudou meu irmão a comprar um kart e assim eu quis também. Com seis anos ganhei meu kart e comecei a treinar na pista do aeroporto velho, no estacionamento do estádio de futebol, pois eu ainda não podia treinar em um kartódromo.
 
Principais incentivadores?
Sem dúvida, meu pai, mãe, irmão e o meu tio que mora comigo. Eles que sempre me apoiaram, me deram as dicas de vida e me acompanhavam nos treinos. Era mais uma brincadeira de início e foi ficando sério até que meu pai sentou comigo e com o meu irmão para decidirmos quem iria continuar, pois é um esporte muito caro e não dava para seguir carreira com os dois ao mesmo tempo. Foi ai que o meu irmão falou que quem iria correr profissionalmente seria eu e continuo correndo até hoje.
 
Como foi sair do Tocantins pra competir?
Foi muito legal. Lá eu treinava só em estacionamento, então fui correr em Brasília com o Felipe Nasr e outros pilotos. Meu primeiro ano foi engraçado na mirim, eu tinha medo, não passava ninguém, e quando era rápido deixava outros me passarem. Mas depois fui tricampeão brasiliense e comecei a ir pra São Paulo correr o Paulista, e depois veio o Sul Brasileiro, o Brasileiro, Copa do Brasil, entre outros.
 
Qual tem sido sua principal dificuldade na carreira?
Eu estou meio que "finalizando" no kart, e agora estou tendo dificuldades em arrumar um patrocinador para seguir em frente nas categorias de fórmula, mas estou confiante em conseguir um ate o final do ano. Em 2012 quero fazer uma temporada de fórmula completa ou apenas de treinos. Inclusive já tenho projeto de patrocínio e tudo, mas nada fechado ainda.
 
Qual o significado da Seletiva de Kart Petrobras para você?
A Seletiva de Kart Petrobras é um campeonato muito legal, não só pelo prêmio que eles oferecem, mas sim pelo trabalho que e feito e o retorno de mídia. Só de você estar lá quer dizer que você faz parte do grupo dos 12 melhores do Brasil, então é um bom lugar para provar a sua qualidade como piloto.
 
Qual o significado de ter vencido uma Seletiva de Kart Petrobrás?
Olha, foi inacreditável, um dos dias mais emocionantes da minha vida. Em 2009 não tive sorte alguma, mas ano passado foi diferente. Comecei muito mal, não fui bem nos dois primeiros confrontos diretos, mas na tomada de tempo de uma volta, fui primeiro, três décimos mais rápido que o segundo. No sábado, quando chegamos no hotel, eu e meu pai falamos: “Esse ano acho que não vai dar de novo o Guilherme Salas está muito rápido”. Me perguntei: “O que eu tenho que fazer para ser campeão?”, então meu pai disse: “Ou você ganha tudo, ou você ganha tudo!!!”. Domingo foi perfeito, ganhei as três corridas, uma delas na ultima curva da última volta. Por isso acho que foi o título mais difícil em toda a minha vida!
 
Campeão em 2010, como foi investido o prêmio?
Os R$ 105 mil estão guardados, pois vou aplicá-los na minha carreira em um fórmula.

Confirmado em 2011 na eliminatória de Imperatriz: Hora do bicampeonato?
Irei me preparar muito com treinos de kart e fisicamente para essa final da Seletiva de Kart Petrobras e um bicampeonato seria perfeito, além de me ajudar no retorno de mídia e motivação como piloto. Os dois anos de experiência e dos prêmios iriam me ajudar muito na disputa com um fórmula para o ano que vem.
 
Como está a sua carreira no momento?
Estou muito feliz, tem bastante coisa acontecendo dentro e fora das pistas. Esse ano corri nos Estados Unidos, categoria com 70 pilotos e fui campeão. De quebra ganhei uma vaga para o Mundial de Seleções, cada um representando seu país em Dubai. Ganhei o Super Kart Brasil na categoria Shifter, com pilotos de Worlds Series, GP2, Nascar e multicampeões de kart. No Sulamericano fui terceiro no campeonato, mas com chassis CRG, o que ainda está em processo de desenvolvimento. Fiquei feliz no Brasileiro realizado em Interlagos onde fui vice-campeão na Shifter, logo atrás do Dennis Dirani. Fiquei feliz, pois estou concorrendo com caras que tem mais anos de kart do que eu de vida, então, pra mim, foi muito bom esse aprendizado.
 
Quais os próximos passos na carreira? 
A gente não traçou um caminho especifico, mas estamos estudando, Fórmula Futuro, F3 Inglesa e outras categorias. Estou com um projeto de patrocínio e venho o apresentando a muitas empresas. Espero conseguir algo legal até o final do ano, porque 2012 é a hora de sentar em um fórmula. Estou muito ansioso pra sentar em um carro e ver como vou me sair com ele.
 
Qual o seu sonho de carreira?
Acho que como todo piloto é chegar a Formula 1, mas eu sei e a minha família sabe o quanto é difícil. Tenho um contato legal com muitas estrelas no automobilismo e procuro conversar com eles, estamos estudando possibilidades, mas agora é esperar e continuar nesse sonho!