Lucas Finger: exemplo de persistência

 

Ninguém insistiu tanto quanto Lucas Finger. Em seu terceiro ano na categoria Graduados A, a principal do kart, ele só pensa no futuro de sua carreira. Acha que já cumpriu seu estágio no kart, pelo menos no âmbito nacional. Quer correr de fórmula em 2006 ou tentar a vida na Europa. Para atingir este objetivo, espera conquistar o título mais importante de sua carreira em dezembro. Se vencer a Seletiva de Kart Petrobras, embolsa R$ 70 mil e garante boa parte do patrocínio para o ano que vem. A vaga na decisão do evento ele conquistou na raça. Chegou a viajar para o Rio Grande do Sul e voltou sem a classificação. Ela veio na etapa seguinte, ainda mais longe: em Aracajú, no Sergipe. A conquista do título da Seletiva seria, no mínimo, um prêmio pela persistência de Lucas Finger.

 

O fato de disputar a vaga numa pista nova trouxe uma dificuldade extra?
Trouxe, principalmente por ser num asfalto novo, que ficou pronto um dia antes da corrida. A pista também estava muito suja, não tinha a aderência ideal e acumulava areia que vinha da praia. Usamos um acerto totalmente diferente do normal para adaptar o kart ao circuito. Sorte que eu estou acostumado com esse tipo de situação. Corri muito tempo no interior, em pistas que tinham asfalto diferente. Eu precisava trabalhar o ajuste para cada pista.

 

E o que você pode dizer da pista de Aracajú?
É maravilhosa. O traçado é muito bom e o visual é sensacional, por ser um circuito na beira da praia. É uma das melhores pistas que eu já andei, embora ainda esteja faltando concluir algumas obras na parte de estrutura.

 

Você foi um dos pilotos que mais brigou pela vaga, qual a sensação de conquistá-la na penúltima etapa de classificação?
No ano passado eu fui o último finalista, garanti minha classificação em dezembro. Neste ano também foi muito difícil. Mas eu estava muito determinado e estive bem próximo de me classificar na etapa anterior, em Tarumã. Ganhei a primeira bateria e teria vencido também a segunda se não tivesse quebrado. Fiquei chateado, só que são coisas que acontecem, tive que entender. Lá em Aracajú deu tudo certo.

 

Será sua segunda final consecutiva. O que muda em relação à primeira participação?
Muda tudo. Na primeira final existe sempre aquela preocupação, você não sabe como as coisas funcionam, não tem idéia de que estratégia deve traçar. Agora estou mais experiente, conheço o regulamento e tenho condições de andar ainda melhor, porque é meu terceiro ano na Graduados A.

 

Você conhecia bem a pista de Caraguatatuba, que recebeu a final do ano passado. E o circuito de Brasília?
A minha preparação será diferente neste ano. Quero ir um pouco antes e treinar o máximo possível na pista de Brasília, que será novidade para a maioria dos pilotos. Como o equipamento utilizado na final é bem diferente do que estamos acostumados, conhecer bem o circuito é fundamental. Passa a ser uma preocupação a menos.