Entrevista do Mês – Janeiro – Matheus Leist – Terceiro colocado na Seletiva de Kart Petrobras 2014 e vice-campeão em 2013

 

 

Confira a entrevista com Matheus Leist, de 16 anos, um dos pilotos vencedores da 16ª Edição da Seletiva de Kart Petrobras e que está participando do novo programa de orientação. Na foto, Leist (do lado direito) com o piloto da Williams Valtteri Bottas.


1. Você já participou de algumas ações importantes do novo programa da Seletiva de Kart Petrobras deste ano. Primeiro conte como foi andar com o Mitsubishi Lancer no Velo Città e estar ao lado do Ingo Hoffmann, que é um dos maiores pilotos da história do Brasil. O que mais te chamou a atenção nesta atividade com a Mitsubishi e que você pretende levar para o resto da sua carreira?

Foram muito interessantes as atividades. Estar ao lado de Ingo Hoffmann, um mito para o automobilismo, me trouxe sentimentos e experiências incríveis. Ajuda de pilotagem e estar guiando ao lado de um cara como esse, foi uma das coisas que levarei pro resto da minha carreira.


2. Na Europa também já foram várias atividades. Primeiramente, conte como foi conhecer a Williams, o museu e ter conversado com os pilotos?

Estar na Williams foi um sonho. Poder estar ao par das coisas que acontecem numa das maiores equipes da Fórmula 1 de todos os tempos e ver os seus dois pilotos foi demais. Vimos o sistema de produção e as peças a serem usadas nos carros de 2015. E visitar o museu, ver carros de heróis nacionais e carros que fizeram história no ciclo mundial da Fórmula 1, é sem palavras.


3. Sobre o simulador da Bhai Tech, na Itália, você imaginava que seria algo tão difícil? Como foi a experiência?​ ​

Foi realmente muito difícil, imaginava que seria mais fácil, mas pelo fato de ser tão real, deixa o simulador realmente muito difícil. Achei muito interessante, podemos realmente simular todas as coisas que acontecem e ver as reais reações de um carro de Fórmula 1.


4. E como foi andar pela primeira vez com um Fórmula Renault 2.0 em Jerez? Você gostou do carro, da equipe, do circuito?

Para mim, foi a melhor parte. Foi a pratica em si, guiar em circuito europeu e com um carro de uma categoria de acesso, foi um dos meus maiores sonhos. Espero em breve estar nesses circuitos e poder disputar corridas com os melhores pilotos, melhores equipamentos, nos melhores circuitos. A equipe foi extraordinária, trabalho muito bem feito.


5. O que deu pra sentir neste contato com o automobilismo de base europeu e que se diferencia muito do esporte atualmente no Brasil?

No trabalho de pista, o profissionalismo e a determinação para que as coisas dêem certas e fazerem as coisas acontecer. Os carros são de total qualidade, e quase nunca estragam. Brasileiros deviam aprender com os europeus.


6. O nível dos pilotos também chamou a atenção?

Sempre chama, mas acredito muito em determinação e força de vontade, ninguém é melhor que ninguém, porém aquele que mais treinar e mais tiver preparado será o melhor.


7. Todas estas ações já te ajudaram a tomar alguma decisão para o futuro da sua carreira? Houve alguma mudança, depois de passar por tudo isso?

Houve um pensamento mais concreto e certeiro de que o mundo do automobilismo está fora do Brasil. Estou vendo as oportunidades e quero tentar disputar a F4 no ano que vem, na Europa, obviamente.


8. Este é o primeiro ano que a Seletiva de Kart Petrobras está premiando os melhores na final com este programa. Qual a sua opinião sobre este prêmio? Como ele pode contribuir para a formação de um futuro piloto?

Acho muito interessante, ajudará muito na carreira de cada piloto. É realmente um trabalho pioneiro e espero que cada vez mais melhore. O que a Petrobras está fazendo com os pilotos é um dos melhores programas já visto até hoje no Brasil. Premiação perfeita, espero estar de novo ano que vem entre os selecionados, para vencer desta vez, a Seletiva.