FINAL DA SELETIVA DE KART PETROBRAS COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA EM BRASÍLIA

12/12/2005
Não chegou a ser uma surpresa. Os finalistas da Seletiva de Kart Petrobras, maior prêmio do kartismo brasileiro, já esperavam a chuva que caiu sobre a cidade de Brasília nesta segunda-feira (12), véspera do início da programação oficial. A previsão é de que ela continue pelo menos até o fim da semana, tornando o desafio ainda maior para os participantes. Serão doze classificados disputando o cheque de R$ 70 mil na categoria Graduados A (além de R$ 7 mil para o melhor estreante) e mais seis garotos brigando por R$ 18 mil na Graduados B. O dinheiro representa boa parte do orçamento necessário para a temporada seguinte e serve como ajuda para a carreira dos campeões. É para evitar que pilotos talentosos estacionem no kart, sem a chance de fazer carreira no automobilismo, que foi criada a Seletiva de Kart Petrobras. O objetivo é contemplar sempre o piloto que demonstrar mais qualidades. Todos os classificados são colocados em igualdade de condições de equipamento, utilizam os mesmos chassis, motores e pneus. Os karts são sorteados entre os concorrentes ao longo de todo o evento e só o que o piloto pode fazer é sentar e acelerar. Não é permitida nenhuma grande mudança no acerto do equipamento. Só se pode mexer na largura dos eixos dianteiro e traseiro, na calibragem e fazer ajustes pessoais, como pedais e volante. O regulamento garante o equilíbrio da disputa. Para deixar todos os karts com absolutamente o mesmo rendimento, tradicionalmente o diretor-técnico da Seletiva, Paulo Carcasci, treina com todos os modelos na véspera do início da programação. Nesta segunda-feira, no entanto, ele enfrentou uma dificuldade extra. Com a pista molhada, o máximo que pôde fazer foi conferir o equilíbrio dos chassis (todos da marca Birel, versão 2006, inédito para os pilotos) e garantir as regulagens para chuva. As informações colhidas por Paulo Carcasci são passadas para os finalistas. Como eles têm pouco tempo de treino, precisam da orientação de alguém mais experiente para o ajuste. A pista molhada só não permitiu que fosse feita a análise dos motores Biland (de quatro tempos). “Sob chuva, fica impossível considerar o rendimento dos propulsores. É uma situação completamente diferente, que só permite o teste dos chassis. Para pista molhada, os pilotos terão uma boa base, mas se secar eu vou precisar andar de novo para conferir se está tudo em ordem”, afirma Paulo Carcasci, maior vencedor da história do kartismo nacional, com seis títulos brasileiros. O traçado do Guará ele conhece de cor e salteado. Disputou o Campeonato Brasileiro de Kart neste mesmo circuito, em 1977, e foi vice-campeão em uma categoria de base. Já o campeonato da Graduados daquele ano teve a presença de Ayrton Senna, que acabou derrotado por Walter Travaglini. Esta é a sétima edição da Seletiva de Kart Petrobras, criada em 1999, que conseguiu levar todos os seus campeões para o automobilismo. O primeiro foi Danilo Dirani (hoje integrante da equipe Honda de Fórmula 1), seguido por Júlio Campos (atualmente na Stock Car Light), Sérgio Jimenez (campeão da F-Renault Brasileira em 2002) e Rafael Daniel (piloto da Stock Car Light). A programação para a final deste ano começa nesta terça-feira (13), com a decisão da categoria Graduados B. Os outros dois dias, quarta (14) e quinta-feira (15), estão reservados para a definição do campeão da Graduados A. A lista de participantes na Graduados A inclui os nomes de Mario Romancini, Caio Zanani, Sérgio Jimenez, Clemente Faria Jr., Vinícius Quadros, Lucas Finger, Rafael Suzuki, Guilherme de Conto, Claudio Cantelli, Lucas Rodrigues, Dennis Dirani e o equatoriano Fernando Cevallos. Pela Graduados B, são seis dos principais pilotos do país em busca do prêmio: Leonardo Cordeiro, Fabiano Machado, Gabriel Dias, Douglas Hiar, Tales Dias e Guilherme Camilo. Entre os finalistas, dois são brasilienses e estão correndo em casa: Caio Zanani, da Graduados A, e Guilherme Camilo, da Graduados B.